Uma conversa com meu eu do passado 

Olá, meu nome é Roberto, tenho 50 anos. Ontem, estava em casa refletindo sobre como a vida vai passando e como é importante estarmos preparados para as diferentes fases dessa jornada. Se eu pudesse voltar no tempo e encontrar com minha versão mais jovem, sei exatamente em que momento iria aparecer. Não seria em uma grande decisão, nem em um dia extraordinário. Eu surgiria numa tarde comum, dessas em que a gente acredita que o futuro ainda está muito longe, quando estamos com vinte e poucos anos. Sentaria ao meu lado, com calma, e começaria dizendo algo simples e direto: cuide de mim, porque eu sou você amanhã. Aproveite o privilégio de poder conversar com uma versão 30 anos mais velha de você mesmo e siga os três conselhos que vou te dar. 

O primeiro conselho que eu daria ao meu eu do passado, seria este: comprometa-se com o seu futuro. Não trate o amanhã como um problema distante, quase abstrato. Ele chega rápido. E chega cobrando escolhas que você fez, pretende fazer ou deixará de fazer ao longo da vida. Eu sei que você está louco para comprar um carro para sair com a namorada, mas pode ser que ela nem se importe com isso e valoriza outras atitudes mais responsáveis ao invés de comprometer sua renda com algo menos importante. Quem sabe, investir nos estudos e aplicar uma parte da renda seja mais prudente? Comprometer-se não é abrir mão do presente, mas assumir que o conforto, a tranquilidade e a liberdade de amanhã começam a ser construídos agora, pouco a pouco, com constância. 

Em seguida, eu faria um alerta gentil, mas firme: comece agora, enquanto ainda é cedo. O tempo é um aliado poderoso, embora silencioso. Ele trabalha a favor daqueles que têm paciência e disciplina. Cada mês adiado parece irrelevante mas, lá na frente, pode ter certeza que você sentirá a diferença. Não espere ganhar mais, saber mais ou chegar o momento ideal. O melhor momento quase sempre é o presente, o agora, com os recursos que você já tem no primeiro emprego. 

Por fim, eu diria algo que talvez parecesse menos urgente naquela época, mas que hoje considero essencial: aprenda sobre investimentos. Não para enriquecer rapidamente, nem para assumir riscos desnecessários, mas para entender como o dinheiro pode trabalhar por você. Conhecimento traz segurança. E segurança financeira é liberdade de escolha. Certamente, você vai dormir melhor, planejar a vida com mais clareza e enfrentar imprevistos com menos medo do que eu enfrentei, agarrado à minha falta de conhecimento. 

Eu não prometo um caminho sem erros, nem uma vida financeira perfeita. Mas posso garantir que esses três conselhos vão mudar sua trajetória para melhor do que foi a minha. Porque foram lições que aprendi com o tempo e que hoje sigo, mas com um custo bem maior. Comprometa-se com o futuro, comece cedo e aprenda sempre. Se você fizer isso, quando chegar aqui onde estou agora, aos 50 anos, vai perceber que o tempo deixou de ser um inimigo e passou a ser um aliado silencioso, trabalhando a seu favor. E, talvez, você também sinta vontade de avançar no tempo para agradecer para você mesmo no futuro. Te espero lá! 

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20 de fevereiro de 2026

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